domingo, 21 de julho de 2013

DIVÃS DE TECLAS


São dois os meus divãs de teclas cheios.
Em um eu narro a luz de mil estrelas;
No outro imito os sons que eu ouço ao vê-las...
E assim vai minha vida sem rodeios...

As confidências mútuas dos anseios,
Não faço esforço algum para mantê-las;
A mim me basta a vida em seus maneios...
Tento viver as chances sem perdê-las!

Eu tiro o som de estrelas no teclado,
Inda que assim por mim tão mau tocado,
E faço um dó-ré-mi sublimação!

No outro escrevo frases corriqueiras,
Digo o que quero e falo até besteiras...
Vivo o que quer viver meu coração!

sábado, 22 de junho de 2013

BRASILEIRO!


Não faça ouvidos, pois, de mercador
Ao grito retumbante lá da rua!
É o coração do povo em seu furor,
Diante da impunidade e falcatrua!

Faça da voz do povo também sua!
Lute por seus direitos, com louvor!
Faça que o seu país seja melhor!
Exija um bom governo e o mal recua!

As reivindicações, direito seu,
São contra usurpações do seu, do meu...
E por melhor Saúde e Educação!

Quem apostou no errado já perdeu.
Dormiu, não viu que o dia amanheceu...
Não dá mais pra aturar a corrupção!



terça-feira, 4 de junho de 2013

O AMOR


Ei-la a sorrir... É a flor enamorada!
Seus olhos a brilhar são duas estrelas
A me queimar a face desgastada...
Não penso... Corro célere pra vê-las!

São contas que cintilam como velas,
Na velha esquina, em noite enluarada,
Enquanto a flor mais bela e cobiçada
Flerta os olhares mil de mil janelas!

Como é gentil a vida em meu compasso!
Ainda me ferve o sangue a cada passo,
Mesmo a tingir de cinza os meus cabelos...

O amor refaz a vida no mormaço,
Refaz em nós as cores e os anelos!
Por isso... A cada dia eu me refaço!

domingo, 2 de junho de 2013

MUNDO QUE QUASE NÃO VEMOS


Esgueira-se entre os galhos e entre as folhas
Minúsculo existente ser do mundo!
Não há caminhos tantos (mas há escolhas),
Não poderá falhar por um segundo!

O inseto que labora em chão fecundo
Jamais reclamará do que tu colhas,
Jamais te impedirá que ali recolhas,
Pois nunca pisarás solo infecundo!

Esgueira-se entre as folhas e entre os galhos
O ser em luta plena pela vida!
Minúsculo, se afasta dos chocalhos,

Na chance mais u’a vez oferecida!
Não há na natureza os atos falhos...
Para dois pesos, há u’a só medida!

domingo, 26 de maio de 2013

ACASO


 Encontro-te ao acaso bem serena
E vejo-te calada a meditar...
Respiras sob a brisa que, do mar,
Repete-se ao sol-pôr da tarde amena!

Decifro, no teu gesto que me acena,
Candura que se mostra em teu olhar...
Afastas-te a sorrir em meio à cena,
Mas deixas da meada o seu fiar!

As tardes se repetem como dantes...
Do mar, ainda a soprar, a brisa mansa...
Em mim, meus pensamentos delirantes!

No morno pôr-do-sol que inda me alcança,
Tua imagem delineia-se em instantes
E vai serena... E vai minha esperança...

terça-feira, 21 de maio de 2013

ALMA CIGANA



Galga o cimo dos montes, altaneira,
Nos altiplanos lagos congelados...
Em voz cigana, canta a derradeira
Canção que faz ninar aos desolados!

Dos ramos cintilantes e orvalhados,
Desce em forma de gotas, e em fileira,
A lágrima cigana e tão brejeira,
Em meio a belos sons alinhavados...

Do lago, quais nenúfares, despontam
As flores encantadas da montanha,
Que há séculos e séculos remontam!

A alma cigana entoa, em voz tamanha,
Seus ais em tons de adeus que, enfim, se aprontam
Para adentrar à terra em sua entranha!



domingo, 12 de maio de 2013

MÃE, COROLÁRIO DA PAZ !



MÃE, COROLÁRIO DA PAZ!

Mãe...
Eu já não tenho aqui na Terra...
Ao mesmo tempo, eu tenho todas!
No céu são muitas,
Aqui são tantas...
E eu amo a todas!
São elas como um manto a nos cobrir
Nos momentos mais difíceis,
Como nos mais dóceis!
No frio mais tenebroso,
Como no calor mais abrasador!
Mãe, madre, mamãe, mamã,
Mom, mami... E tantos outros nomes,
Sinônimos de aconchego,
De segurança,
De carinho!
... E o mais puro corolário da paz!