(Todos os poemas e livros aqui postados são de autoria de Ineifran Varão)
segunda-feira, 14 de maio de 2018
LANÇAMENTO adiado para depois da Copa do Mundo
LANÇAMENTO adiado no Brasil, para depois da Copa do Mundo, devido à greve dos caminhoneiros!!!
HORÁRIO: De
c/a presença do autor
LOCAL: Choperia ZERO GRAU com show do músico Nill Resende!
Endereço: Rua Marcílio Dias, 165 (próx. col. Salesiano), Jardim Jalisco - Resende-RJ
* DÊ UM LIVRO A QUEM VOCÊ GOSTA! *
sábado, 28 de abril de 2018
PRESSÁGIO: A Paz será renascida!
− Moço, eu moro aqui nos longes...
em um rincão dessa terra.
Moro em frente a um riacho
que corre no pé da serra!
−Tá vendo aquela casinha
pintada de azul e branco,
grama verde e um jardim,
manacá, ipê e um banco?
− Pois é ali onde eu moro!
Eu já morei na cidade.
Tem recurso, tem dinheiro,
mas falta a tranquilidade.
− Aqui, eu pesco um peixinho,
tenho a horta... a plantação...
troquei o mundo lá fora
pela paz no coração!
− Viver sereno, seu moço,
ajuda a viver o pleno,
que é deixar fluir a vida
de um modo puro e ameno!
− Mas não fique triste não,
não pode mais piorar;
a consciência do povo
vai vencer, vai melhorar!
− Quando houver respeito mútuo,
quando houver honestidade,
quando o amor prevalecer
no seio da humanidade,
quando toda a juventude
receber educação
e a nossa sociedade
banir toda a corrupção,
tudo será como aqui:
Água limpa... ar puro... e vida!
Não mais haverá maldade
....................................
...e a paz será renascida!
sexta-feira, 9 de março de 2018
PEDAÇOS DE NÓS DOIS
Por onde você anda?... Há tempos não a vejo...
Aquela foto antiga está descolorindo;
Tornou-se agora tênue imagem, se esvaindo...
Já não reflete o brilho do que foi desejo...
Por onde andam teus pés, fugindo do meu beijo?...
E o teu olhar sutil, discreto, me seguindo?
O teu pensar ao meu igual... coincidindo...
Onde andam tuas mãos que eu já não mais manejo?...
Parece que tua sombra ainda anda por perto,
Mas já não é o oásis desse meu deserto...
Não há mais o jardim... nem flores... nem botões...
Veio uma tempestade forte que assolou
E abriu u’a fenda enorme e em mágoas enterrou
Pedaços de nós dois e nossos corações...
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
O BOM SAPATEIRO é artista e é lenda
Sentado e encurvado, martelo e torquês,
a fôrma no colo e a peça de couro,
cuidada com esmero qual fosse de ouro,
tachinha entre os lábios, prega uma por vez...
Por fim, ao calçado ele dá altivez,
trazendo a certeza do lucro vindouro!
...O bom sapateiro ainda pole o tesouro,
deixando-o ao gosto de cada freguês!
A indústria chegou assumindo o seu posto!
Fez muitos calçados de bom e mau gosto,
fez lotes e lotes janeiro a janeiro,
ditou tantas modas a seu bel-prazer!
........................................................
Ainda perduram, que bom lhes dizer,
a arte e o talento do bom sapateiro!
sábado, 27 de janeiro de 2018
TECELÃO, um artista milenar
O fuso faz linha de fino
algodão,
que ganha outra vida com
bela aparência,
tecida em teares de
antiga existência,
urdida por arte do bom
tecelão!
Já pronto o tecido, uma
bela criação,
deslumbra a quem vê e
constata a excelência,
ganhando o mercado, se
expondo em balcão,
a ricos e nobres de muita
influência...!
Os louros devidos, a
estima, o apreço
ficaram sem vulto, por
baixo de um preço,
que as mãos calejadas,
jamais contarão!
As horas e os dias de
tantos labores
serão relembrados,
talvez, por atores
de humildes papéis...
como o de um tecelão!...
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
O VELHO FERREIRO (soneto hendecassílabo)
Na forja o ferreiro moldava o metal,
saído do fole qual brasa inda ardente,
e ali na bigorna, martelo e avental,
criava o perfil que brotava da mente!
O humilde artesão foi figura presente
num tempo longínquo beirando o feudal,
perdendo-se em luta cruel, desigual,
rendendo-se à indústria voraz e inclemente!
Lembranças ficaram da forja e do fole,
do ferro ainda em brasa fazendo-se mole
e o velho ferreiro empunhando o martelo...
.............................................................
Aqui vos relembro, em singela oblação,
a espada e o escudo, a couraça e o brasão
− forjados num tempo sem mais paralelo!...
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
LUME ACESO
E segue o nosso barco... até o adeus!
Vai cheio de bagagens tão diversas,
levando os versos meus, levando os seus,
guardando de nós todas as conversas!
Bem lá, juntam-se as coisas mais dispersas,
até velhos poemas... como os meus...
e as rezas pelas almas dos ateus,
que insistem nas antíteses perversas!
O rio abre seus braços – majestoso –
e abraça de roldão o que ele encontra...
− Proteja, pois, seu barco e o deixe ileso!
O leme, entregue-o a Deus, que é Poderoso;
e saiba: Venceremos qualquer contra,
enquanto a nossa fé for lume aceso!
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