sábado, 5 de janeiro de 2013

SEMPRE NA TRILHA CERTA


Caminho nas veredas deste mundo
E aqui e ali eu vejo alguma face
E a sensação de alguém que em mim se abrace,
A me dizer que pare um segundo!

Um aviso inconsciente e tão profundo
Esboça-me o romper de algum enlace...
Percorro muitas trilhas, vou bem fundo
E peço que o destino só Deus trace...

Quem sabe se eu não fosse assim, poeta,
Os prantos e tristezas que já vi
Tivessem sucumbido a minha meta

De ter vivido a vida que vivi,
Trilhando o rumo certo, a linha reta,
Desde o primeiro verso que escrevi!

BOM SENSO


Dos trampolins da vida me safei,
À sombra imperceptível da consciência;
Nem sempre os fatos vêm sem conseqüência,
Mas fui guiado do alto, hoje é que eu sei...

Dos trampolins da vida onde eu pulei,
Antes do impulso ao pulo, ouvia a essência
Do que meus pais disseram-me e eu guardei:
‘Usar bom senso em tudo é sapiência’!

Crescer não é viver à revelia;
A idade nos empurra às aventuras...
Não faço hoje o que antes eu fazia,

Como não fazem muitas criaturas,
Mas digo ao jovem: Faça-o, eu o faria!
Mas, com bom senso, em terra e nas alturas!

MATIZES


Cobra dos teus instintos essa dor,
Que espalhas onde pisas, onde vais...
Não cobre tua vida co’outros ais...
Transforma dissabores em amor!

Não somos deste mundo ‘o criador’...
Minutos passam... não voltam jamais...
Desperdiçamos tempo sem favor,
Por coisas muitas vezes tão banais!

Sorrir pra vida faz-nos ser felizes,
Inda que entre infelizes nós vivamos;
Sabemos pouco, somos aprendizes,

Na mesma escola, há muito nós estamos!
Demos as mãos, pintemos os matizes...
Da nossa turma só nós dois sobramos...

EM APUROS


No mar, soçobra um barco inda à deriva,
Carrega a vela inflada de esperança...
Já viu a soçobrar em semelhança
Um’alma que quisera fosse viva!

Sem dó, sem piedade a onda altiva
Não traz a espuma branca da bonança,
Irrompe contra o barco, intempestiva,
Igual em atitude de vingança!

Ó mar, por que bravio tu te tornas
Se todos nós estamos nesse barco?
Somos qual frágil ilha que contornas,

Onde ainda há um recurso, inda que parco,
De navegarmos águas calmas, mornas...
Não faze que esse mastro vire um arco...

ACORDES PARA MINHA LUA

Às vezes eu viajo em minhas notas,
Nos sons do meu teclado de amador...
Os dós de mim têm dó em minhas cotas,
Cotas de embriaguez de imenso amor!

Acordes que se vão como um vapor,
No destilar de sonhos sem derrotas...
São como os voos em bandos de gaivotas,
A decorar o céu do meu compor!

No dó-ré-mi da música tão bela,
É a Lua que se chega a me escutar...
Em comunhão me faço junto dela,

A quem dedico todo o meu cantar!
Acordes – quando belos – são pra ela,
Pra Lua que encontrei e me fez amar! 

ENTRE A RAINHA E O REI


Da corda rompeu-se o fio
Da esperança eu acordei
Meu pensamento no cio
Em sentimentos banhei
Das incertezas da vida
A dor forte e mais dorida
Não foi ainda banida
Ela não sabe... Eu sei!

No lume aceso por ela
Não há o que imaginei
É o fogo queimando a vela
Entre a rainha e o rei
Vem o começo do tédio
De dores por intermédio
Ferir sem trazer remédio
... Não foi pra isso que amei!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

NASCE UM NOVO ASTRAL


Nasce um novo ano
Nascem flores novas
Novas esperanças
Dias bem melhores
Sem mais desenganos
Nasce uma outra chance
De ser mais feliz
De ver que a maldade
Virou pó de giz
Nasce um mundo novo
Na boca do povo
Cresce a consciência
Daquele que é sábio
De que um dia também
Já foi aprendiz
Nasce, cresce e vence
Humana e leal
Nova sociedade
Nasce um novo astral!