sábado, 6 de abril de 2013

MUNDOS... TANTOS!


Estrelas brilham
No céu que trilham
Pelo universo
Como o meu verso
... Que não tem fim...

Longínquos pontos
Que em muitos contos
São inspiração
Sempre o serão
... Também pra mim!

Quiçá são mundos
Talvez fecundos...
Eu os vejo em sonhos
Bons e medonhos
... Com gente, sim!

Tantos espíritos!
Testes empíricos
Provam versões
Sem mais senões
... Com algo afim!

Vida que segue
E ainda há quem negue!
No controverso
Há verso e anverso
... Fogo e jardim!

Mundos melhores
Mundos piores...
Para onde iremos?
Nós não sabemos
... Só Deus... Enfim!

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segunda-feira, 18 de março de 2013

TERÁ VALIDO (um poema varano)



Se um canto ouvires
E não me vires,
É um canto meu
Buscando o teu
... Enternecido!

Se um beijo breve
Tocando leve
Ninar teu sono
Co’a voz em mono
... No teu ouvido...

Não te perturbes
Não te conturbes
Sou eu também
De ti refém
... É o meu rugido!

Se alinhavares
Nos teus pensares
Alguma trama,
Mostra-me a cama
... Serei o adido

Pois nosso é o tempo
Sem contratempo...
E em ti vivida
A minha vida
... Terá valido!

quinta-feira, 14 de março de 2013


POESIA – Homenagem ao Dia da Poesia

Retrato d’alma escrito em poucas linhas,
Estigmas inconscientes escondidos,
Ages na contramão dos esquecidos...
Rosas, espinhos, árvores daninhas!

Do poeta o coração mais que adivinhas,
Em todos os meandros percorridos!
Do poeta és a rainha entre as rainhas,
Em séculos e séculos vividos!

Poesia, tu és a porta e és a janela!
És válvula de escape, és oração...
És o âmago do poeta e sua vazão...

És entre as artes todas a mais bela;
És o retrato fiel do coração,
A essência da beleza em aquarela!

sábado, 9 de março de 2013

O RATIM de SA DONA (cordel)



Sa Dona corria do rato
E o rato corria pra ela
Ela jogava um sapato
E ele atrás do ‘chero’ dela
Se ela ia pro banheiro
Ele chegava primeiro
Entrava pela janela

Eita ‘ratim’ viciado
Já farejava à distância
Sempre foi muito chegado
Coisa do tempo da infância
Sua cara de ‘safadim’
Nem parecia ‘ratim’
Farejava com ganância

Um dia Sa Dona vestiu
Roupa imitando gato
Mas o ‘ratim’ logo viu
Percebeu pelo olfato
Nem debaixo do chuveiro
Nem tomando ‘bãe’ de cheiro
O cheiro enganava o rato

Ela contratou equipe
E mandou dedetizar
Usou até bomba de ‘flite’
Pra com o ‘ratim’ acabar
Mas ele era danado
Era o rato mais safado
Que havia no lugar

Veio o Corpo de Bombeiro
Mais de uma guarnição
Veio até um pistoleiro
Com uma pistola na mão
O ‘ratim’ se escafedeu
Todo mundo se fodeu
Por causa dum ‘chero bão’!

sexta-feira, 8 de março de 2013


MULHER – Parabéns por todos os dias!  (varano)

Mulher és flor
Também és dor
Geras a vida
Lutas na lida
... És soberana!

Tu és sombra e sol
És nosso escol
És lua brilhante
Amada e amante
... Tu és doce e és gana!

Tu és leite puro
Colo seguro!
És mãe e filha
Do amor a ilha
... Minha gincana!

...........................
Meus parabéns!
Ao mundo tens!
Rendo-te um preito
E osculo o peito
... Que o amor emana! 

terça-feira, 5 de março de 2013

AMOR EM SERENATA (mais um poema varano)


Sorvo o olor
Da tua flor
A inebriar
O meu cantar
... Em serenata!

Brota a saudade
Que as ruas invade
E mais eu canto
O acalanto
... Que te arrebata!

Vens à janela
Ainda mais bela
Jogar-me a chave...
E em tua nave
... Viro acrobata!

PLANETA TERRA (um poema varano)



Mundo pequeno
Mando um aceno
Daqui pra China
Pra Indochina
... E outros países...

Lá pro Japão
Um abração!
Seus shinkansens
Gostosos trens
... D’Ásia motrizes!

Bela Coréia
Tanta azaléia!
D’Ásia pra Europa
(Lembra-nos Copa)
... Nossas raízes!

Seus casarões
Velhos brasões
Belas histórias
Tristes vanglórias
... Com cicatrizes!

Em toda a América
Girando a esférica
Bola do mundo
Tudo é fecundo
... Muitos... Felizes

África amiga
Que o sol castiga
Se humilde tu és
Não há revés
... Em tuas matrizes

E a Oceania
De tanta etnia...
Nos teus altares
Cintilam mares
... Voam perdizes!

Planeta azul
De norte a sul
Azul e branco
De qualquer flanco
... Em diretrizes

Nuances verdes
Ou auriverdes
A colorir
Nosso existir
... Em mil matizes!

- Tu és nossa, ó Terra!
Meu peito encerra
Desejo forte
De nunca a morte
... Ver-te em deslizes!