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sábado, 22 de outubro de 2016

E FOI ASSIM... DEPOIS DE UM GALOPE













Um dia acordei, descansado e disposto,
selei meu cavalo e fui passear.
Pois veio uma chuva de mês de agosto,
que os pingos no rosto faltavam cantar!

Passei pelo bosque, no meu galopar,
lembrando dos pingos que vi em seu rosto,
no dia que parti, à noitinha, sol-posto;
de puro desgosto, eu a vi a chorar...

A rédea soltei... meu cavalo correu...                       
e fomos no embalo... só ele mais eu,
e a chuva açoitando, qual fosse a vingar!

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Naquele galope, nem vi que − lá atrás −
um outro cavalo corria voraz,
com ela no pelo... até me alcançar...!