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sábado, 9 de março de 2013

O RATIM de SA DONA (cordel)



Sa Dona corria do rato
E o rato corria pra ela
Ela jogava um sapato
E ele atrás do ‘chero’ dela
Se ela ia pro banheiro
Ele chegava primeiro
Entrava pela janela

Eita ‘ratim’ viciado
Já farejava à distância
Sempre foi muito chegado
Coisa do tempo da infância
Sua cara de ‘safadim’
Nem parecia ‘ratim’
Farejava com ganância

Um dia Sa Dona vestiu
Roupa imitando gato
Mas o ‘ratim’ logo viu
Percebeu pelo olfato
Nem debaixo do chuveiro
Nem tomando ‘bãe’ de cheiro
O cheiro enganava o rato

Ela contratou equipe
E mandou dedetizar
Usou até bomba de ‘flite’
Pra com o ‘ratim’ acabar
Mas ele era danado
Era o rato mais safado
Que havia no lugar

Veio o Corpo de Bombeiro
Mais de uma guarnição
Veio até um pistoleiro
Com uma pistola na mão
O ‘ratim’ se escafedeu
Todo mundo se fodeu
Por causa dum ‘chero bão’!