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terça-feira, 19 de julho de 2016

NÁUFRAGO













Qual náufrago, hoje aporto no teu mar...!
Do plenilúnio a luz que te prateia
desenha os seios teus na minha areia,
que espumas cintilantes vêm saudar!

Por anos, naveguei, a procurar
da história a tênue luz que me norteia,
a chama que me guia igual candeia,
e encontro-te na luz desse luar!

Ó tempo, preservaste-nos tão bem!
Da escolha que me deste eu fui além,
na longa caminhada neste mundo!

Os louros que colhi na trajetória
dão conta do que foi essa vitória,
bem diante desse amor − o mais profundo!