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terça-feira, 26 de agosto de 2014

À DERIVA



Quando a desconfiança assume o posto
Difícil é reverter leme do barco!
Se havia controle algum, agora é parco
E a onda leva embora a contragosto!

Avultam-se arrecifes... Mês de agosto...
O que era mar agora virou charco!
Trocado o certo foi pelo suposto
Deixou fincada a flecha, levou o arco!

Já não há tempo mais para conversa
A mão desfere o golpe de perversa
Na errada e hipotética visão...

O barco encheu-se d’água e a popa imersa
Já não atende ao leme ou vice-versa
E vai por água abaixo, sem timão...


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

TUDO PASSA !


A vida vira a página do dia
Pra dar lugar à noite benfazeja!
Que venha e traga a paz que a alma deseja!
Seja bem-vinda em sua fidalguia!

No palco efervescente ou na coxia,
O começar da noite relampeja,
Enquanto o corpo rola e balbucia,
Aos goles e sabores de cereja!

Passam-se as horas, tudo se adormece...
A vida deita em seios, qual em prece,
E em colos e regaços dorme entregue!

O mundo gira e cedo já amanhece!
Alma refeita, em pé... Vida que segue...
Em nós, já só lembrança permanece...

sábado, 16 de agosto de 2014

VENCENDO EMBATES


Lascado, desce ao gume do metal,
Em grito que o ouvido não percebe!
Despenca lá de cima até a plebe,
Esmaga o lenho nobre todo o mal!

O tronco não sucumbe ao vendaval!
Resvala, quase atinge inerme grebe,
Refaz-se e vai banhar-se magistral,
Cercado e protegido em bela sebe!

Su’alma e seu espírito guerreiro
Jamais perderam ante o traiçoeiro
Que, em vida, amola o gume para a morte...

Seu mote é ser do bem, é ser linheiro,
Raízes que conserva desde o norte
...Na força de um discurso verdadeiro!