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quarta-feira, 14 de maio de 2014

E.T. VEIO AVISAR!


A jassanã ciscadeira
Que ciscava entre os gravetos
Era uma boa poedeira
Jamais cantada em sonetos
De repente ela encontrou
Tesouro que alguém deixou
̶  Guardados obsoletos...

Foi ciscando, foi ciscando,
Cobriu de novo o tesouro
Seu ninho foi arrumando
Pro período porvindouro
Deixaria naquele nicho
Preparado com capricho
O seu produto vindouro

Mas um dia veio a chuva
Chuva forte em aguaceiro
Molhou ninho de saúva
Dizimou um formigueiro
Fez rego na terra inteira
Mas jassanã poedeira
Continuou no terreiro
  
Com trabalho e paciência
Ajeitou de novo o ninho
Tomou nova providência
Ciscou qual fosse um ancinho
Sua unha abriu o tesouro
Um vaso cheio de ouro
Com um velho pergaminho!

A jassanã, com cuidado,
Leu tudo o que estava escrito
Pôs um ovo ali do lado
Como então lhe fora dito
Viu do céu aparecer
Uma luz, e ali descer
E.T. vindo do infinito!

Contou ele à jassanã
Que viera povoar
Como a sua Canaã
A terra onde iria morar
Disse-lhe que a natureza
Com toda sua riqueza
Estava para acabar
  
Que era urgente a união
De toda espécie e tamanho
De animais em extinção
Formando um grande rebanho
Que ao humano caberia
Com sua sabedoria
Deixar de ser tão tacanho

Respeitar e ser honesto
Ajudar a seu irmão
Ser mais simples e modesto
Ter amor no coração
Cuidar bem da sua Terra
Eliminar toda guerra
Toda espécie de extinção

Pois o homem a si destrói
Com descaso à natureza
Um mal que cresce e corrói
Pondo abaixo sua grandeza
Burrice que é tragicômica
Como a tal da bomba atômica
Que só nos causa tristeza!

A jassanã ciscadeira
Olhou triste para o E.T.
Lembrou da família inteira
(Incluindo eu e você)
Pôs outro ovo e o guardou
E dali vaticinou:
Não voto mais no PT!

O E.T. deixou a mensagem
E então pegou seu cantil
Foi de paragem (em) paragem
Em sua missão mui gentil
Pedindo aos que são ateus
Que se voltem para Deus
Se querem bem ao Brasil!

A jassanã bateu asas
Voou daquele sertão
Visitando muitas casas
E fez daquilo u’a missão:
̶  ‘Vamos salvar o planeta,
Antes que aqui se cometa
A autodestruição!’