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terça-feira, 20 de março de 2012

SAINDO A GALOPE (Galope à beira-mar)


Sinta o ritmo de um galope, ao ler este poema!
A métrica e a distribuição das sílabas tônicas      reproduzem as batidas do galope!








Viajo na terra da livre expressão,
De noite, de dia, sem medo do fim;
Não uso colete, gravata cetim;
A roupa que eu uso é de puro algodão,
De fibras fiadas, torcidas à mão!
Viajo sozinho sem medo de errar...
Na voz do destino me vejo a cantar...
Desbravo esse mundo num belo cavalo
Que trota, galopa e responde ao que falo
... Com ele eu galopo na beira do mar!

Da vida não levo pesadas memórias,
Deixei a tristeza na curva primeira.
Não vale um trocado sofrer por besteira!
Da vida só levo entre as belas histórias
Aquelas lembranças de lutas e glórias,
Momentos felizes, belezas sem par;
Meu peito respira o mais puro do ar!
Não levo comigo desgosto profundo,
Pois tenho nas mãos o amor e o mundo
... Saindo a galope na beira do mar!

É vida vivida, gostosa emoção,
Sair a passeio num belo animal!
Sair do marasmo, sair do quintal,
Sorrir para a vida e ao mal dizer não,
Ser forte e sereno como esse alazão,
Que voa a galope com o vento a cortar
E deita suave quando é pra deitar!
... A vida conclama a sair para a rua,
Seguir as estrelas que enfeitam a lua
... Num belo galope na beira do mar!

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