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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

NUM LIVRE GALOPE













Cansada, a cabeça já pede descanso
Da lida ou tropeço que rouba a atenção;
Já vai combalida, pesando na mão,
Em busca das águas d’um belo remanso,
Do banho onde nado, mergulho e não canso...
Já dei meu recado, já posso nadar;
Formei-me, construí, escrevi meu pensar;
Agora já posso selar meu cavalo,
Curtir essa vida, e sair para o embalo...
E vou galopando na beira do mar!

Não levo comigo o que fiz nesse mundo,
Pois pesa no fundo do alforje de couro;
Na sede, já sei onde achar bebedouro;
Comida eu terei, sei pescar lá no fundo,
A mãe natureza deu rio fecundo
E deu-me coragem e ensinou-me a nadar!
Chegou minha vez de também me largar;
Dei frutos, dei vida pra muitos rebentos!
Vou solto nos campos, nas águas, nos ventos,
Num livre galope... Na beira do mar!...

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